Referência

Princípios

A constituição do Ploy, a direção de design e o que precisa sempre de uma decisão da pessoa que o usa.

O Ploy é um assistente local para uma pessoa, num Mac. Faz o que faz um agente de programação, mais o trabalho do dia a dia no computador, com um modelo que corre inteiro na máquina. A constituição do projeto é curta, e cada regra tem um efeito que se vê no produto.

A constituição

  1. Local primeiro. Nada sai da máquina sem a pessoa o querer. Ver Segurança.
  2. Sem gastos sem um sim explícito. Todos os componentes do plano são software livre.
  3. Provar pelo comportamento. Uma mudança conta quando o programa em execução a mostra, com uma medição e um controlo, e não quando compila.
  4. Dizer a verdade. Os números vêm de suítes em que o prompt não foi afinado, e as suítes usadas para afinar ficam marcadas. Ver Medições.
  5. Corrigir a classe do defeito, não só o caso que apareceu.
  6. Seguro por omissão. Comandos de terminal e alterações a ficheiros fora da pasta de trabalho perguntam primeiro.

Plataforma e pilha

  • O Ploy é um fork do OpenCode (licença MIT; TypeScript, Bun e Effect), no ramo ploy. A licença e o aviso de copyright ficam. Ver Licenças e Arquitetura.
  • Os modelos correm no Ollama: qwen3-ploy (Qwen3 8B, contexto de 16k) e qwen3-ploy-4b. Há um só modelo em memória de cada vez.
  • A janela é a app Electron do OpenCode. O terminal usa a interface de terminal que o OpenCode já tem.
  • Áudio e vídeo: ffmpeg. Voz para texto: whisper.cpp. Texto para voz: vozes do macOS.

Restrições

  • 16 GB de memória, partilhados com as tuas outras apps. O modelo, a voz e o browser têm de caber juntos, e o uso de swap é verificado em cada passo que acrescenta memória.
  • Um modelo de 8 mil milhões de parâmetros tem um teto. As funcionalidades são construídas para que um passo fraco falhe de forma visível, não em silêncio. Ver Limites honestos.
  • O OpenCode avança depressa. As alterações do Ploy ficam em poucos sítios marcados, para poderem ser reaplicadas.

Direção de design

Limpa, simples e moderna, com uma só cor de destaque: o laranja #F2481F. Sem maiúsculas decorativas em letra monoespaçada com espaçamento, sem néon, sem gradientes por si só. Os temas claro e escuro têm de funcionar. O texto para o utilizador é em português de Portugal, sem travessões usados como pontuação. As regras do logótipo e das cores estão em Marca.

O que precisa de uma decisão da pessoa

O Ploy não decide sozinho nada disto:

  • Aprovar pedidos de permissão quando usa as ferramentas. Depois de ler a web, passa a perguntar sempre.
  • Qualquer gasto, seja dinheiro, hardware ou um serviço pago. Isto inclui trocar o modelo por um maior, que é o que as tarefas mais difíceis pediriam.
  • Qualquer passo que precise de uma conta, de um pagamento ou de uma identidade de assinatura. É o caso de um instalador assinado, que ainda não existe. Ver Descarregar.
  • Responder ao pedido do macOS para usar o microfone, na primeira vez que carregas no botão.
  • A ordem do plano. A pessoa pode reordenar os passos.

Âmbito

Uma pessoa, uma máquina. Sem contas, sem nuvem, sem funcionalidades de equipa. Ficam fora do âmbito o uso alojado ou com vários utilizadores, as apps de telemóvel, treinar ou afinar modelos e igualar modelos alojados de ponta no raciocínio difícil.

Estado do plano

Os passos 1 a 5 estão feitos e medidos: identidade e comando instalado, aspeto e conversas, browser para o modelo local, áudio e vídeo, e voz. O passo 6, a fiabilidade, está em aberto: são as tarefas que ainda falham com frequência, descritas em Limites honestos. O passo 7 é a revisão: cada marco é revisto por um agente com contexto limpo, e duas revisões independentes já foram feitas, com os problemas encontrados corrigidos.