Modelos

Saturn

O modelo do dia a dia do Ploy: conversa, perguntas e pequenas alterações, com as ferramentas de ficheiros, comandos, áudio e browser.

Para que serve

O Saturn é o modelo do dia a dia: conversa, perguntas e pequenas alterações a ficheiros. É também o modelo para onde o Automático manda os cumprimentos, os pedidos curtos e o trabalho que se faz com as ferramentas (criar um ficheiro, correr um comando, cortar um áudio).

O que faz de verdade

O Saturn é o modelo base, o Qwen3 8B, com o raciocínio desligado e sem nenhuma cadeia de agentes à volta. A diferença para um modelo «em bruto» está nas regras com que trabalha e no comprimento das respostas:

  • a uma pergunta ou a um pedido de explicação, responde por completo: a resposta direta primeiro, depois o raciocínio, exemplos, o que está em jogo e o que não sabe;
  • a um trabalho feito com as ferramentas (editar um ficheiro, correr um comando), responde em duas frases: o que fez e o que verificou.

As respostas curtas existem por uma razão prática: um resumo que ninguém pediu são minutos de espera à velocidade deste modelo.

Como funciona

  1. O pedido chega ao servidor local do Ploy, que o passa ao modelo base sem correr nenhuma cadeia.
  2. O modelo decide uma ferramenta, o Ploy executa-a e o resultado volta ao modelo. Isto repete-se, uma ferramenta de cada vez, até o trabalho acabar.
  3. Depois de criar ou alterar um ficheiro de código, o modelo tem de o correr (ou correr os seus testes) antes de responder. Se falha, corrige e corre outra vez.
  4. No fim diz o que fez e o que verificou. A regra do Ploy é nunca afirmar que verificou algo sem ter corrido uma ferramenta que o mostre.

Um modelo local tem dez ferramentas, para caberem no contexto pequeno: cinco de base, read (ler um ficheiro), edit (substituir texto exato num ficheiro que já existe), write (criar um ficheiro novo), shell (correr um comando) e media (áudio e vídeo com o ffmpeg), e cinco de browser. Ver Browser e Áudio e vídeo. O Code Mode, as skills, os subagentes e o MCP estão desligados para os modelos locais.

Algumas regras do Ploy que se notam no dia a dia: lê um ficheiro antes de o alterar; usa caminhos relativos e fica na pasta de trabalho; uma pesquisa que não encontra nada não prova nada; pede esclarecimento com uma pergunta curta quando o pedido é pouco claro ou arriscado.

Quanto demora

Segundos a um minuto. Numa suíte de dez tarefas com ferramentas, medida no próprio Ploy com o Qwen3 8B e três repetições, o Saturn acertou 28 de 30, com 17 segundos por tarefa. É uma suíte em que o Ploy foi afinado, por isso numa suíte nova o resultado é mais baixo. Ver Medições.

O que sai da máquina

Nada. O Saturn não pesquisa na web. Se lhe pedires para abrir uma página (na janela), é a ferramenta de browser da janela que a descarrega, e depois disso a conversa passa a pedir confirmação antes de cada edição e de cada comando (ver Segurança).

Limites

  • Um modelo de 8 mil milhões de parâmetros escreve código partido com frequência. O Saturn corre o que escreve e corrige, mas há tarefas que ainda falham muitas vezes: inserir uma linha no meio de um ficheiro, ler a linha número N, JSON aninhado e acrescentar uma linha ao início.
  • Não pensa antes de responder. Para raciocínio, análise ou contas, usa o Kant.
  • Não sabe o que aconteceu depois do treino do modelo e não pesquisa nem cruza fontes. Pode abrir uma página que lhe indiques, mas para factos atuais com referências usa o Veta.
  • Um projeto inteiro, com plano e provas, é para o Nesko.